terça-feira, 30 de março de 2010

O mistério da Tulipa Roxa

Zé namorava Maria há 5 anos. Uma moreninha de corpo escultural, bundinha perfeita, peitinho durinho de olhar para cima... Simplesmente as medidas de uma Deusa grega.
Só havia um problema para José: até hoje, Maria não tinha liberado nada mais que uns amassos.
Um dia, os dois a rolar pelo sofá, pega aqui, pega alí, mão naquilo, aquilo na mão, etc. José começou a tirar a blusinha de Maria, abriu sua calça e quando achou que finalmente ia rolar, Maria cortou o barato falando:
- José, eu sou moça de família. Só vou transar com você depois de casar. Quando acontecer, até Tulipa Roxa eu farei com você.
Sem entender o que era 'Tulipa Roxa' José levantou-se e saiu. Foi à casa de Joana, uma loirinha aguada que era um caso antigo dele, daquelas que liberava geral. Ao chegar, José não pensou duas vezes e foi logo para cima de Joana. Rola prá cá, rola prá lá, depois de várias posições ele não pensou mais e disse:
- Joana, não acha que já estamos sem muitas idéias para nossas transas?
- Também acho, Morzinho.
- Então, quem sabe você poderia fazer uma Tulipa Roxa?
Joana ficou branca e logo gritou:
- QUEM VOCÊ PENSA QUE SOU? POSSO SER SUA AMANTE, FAZER TODO TIPO DE SACANAGEM, MAS VOCÊ ESTÁ ACHANDO QUE SOU DESSAS QUE FAZEM TULIPA ROXA? A moça enfiou a mão na cara do coitado!
- FORA DAQUI, JÁ!!
Jogou tudo o que tinha, em cima de José, que não teve alternativa a não ser sair correndo, com as calças na mão.
No dia seguinte José foi para o trabalho, mas não parava de pensar como deveria ser a tal 'TULIPA ROXA'. Claro que não perguntou para nenhum amigo, pois não queria passar vergonha. A solução seria uma visita ao puteiro local (tipo Café Monique, Prive Panteras). Para lá se dirigiu, à noite.
Depois de beber umas e outras, sentiu-se preparado e chamou uma das 'garotas', linda, de parar o trânsito. Ao chegar ao quarto foi logo perguntando:
- Você faz realmente tudo?
- Claro. Estou aqui pra isso, fofinho.
- Qualquer coisa, mesmo?
- Sendo franca: estou aqui para ganhar dinheiro e faço tudo o que for preciso, anal, oral, o que você quiser.
- Então vamos começar logo com a Tulipa Roxa?
Sem pensar, a putinha tascou um tremendo tapa na cara de José e foi gritando:
- SEU SEM VERGONHA. SOU PUTA, MAS NÃO SOU QUALQUER UMA. QUEM VOCÊ PENSA QUE EU SOU?!!!
A vagabunda enfiou a mão na cara do coitado de novo! E continuou gritando, enquanto, fora do quarto, todo o mundo escutava seus berros. Sem entender o que estava acontecendo o 'segurança' (vamos ser francos, o cafetão do local) invade o quarto, irritado, pergunta:
- Senhor, o que está acontecendo aqui?
- Meu caro, eu só perguntei se ela fazia de tudo, respondeu José.
- Ora, aqui todas fazem de tudo. Não estou entendendo. - disse o cafetão.
- Mas, quando eu pedi para ela fazer Tulipa Roxa ela enlouqueceu...
Sem deixar José concluir a frase o cafetão saca revólver e vai berrando:
- AQUI É UM PUTEIRO DE RESPEITO, MINHAS MENINAS NÃO SÃO DESSE TIPO. SAIA DAQUI, SEU FILHO-DA-PUTA, SENÃO TE FURO O RABO!!!
E José, novamente sem ter escolha, saiu correndo e foi para a casa de Maria... Ao chegar, falou:
- Maria, case comigo, agora, por favor.
Afinal, José não agüentava mais não saber o que era Tulipa Roxa. Dois dias depois se casaram e foram para a lua de mel. José esperançoso. Mas no caminho da lua de mel, sofreram um acidente, Maria morreu. Até hoje José chora. Não de saudade, e sim de raiva, pois não conseguiu descobrir o que é Tulipa Roxa.

E NÓS, também, vamos ficar com raiva. Afinal, se José não descobriu o que é Tulipa Roxa, muito menos eu, que só recebi esta mensagem de um filho-da-puta que também não sabia, e perdi um tempão lendo a porra deste texto e não descobri o que é essa merda de tulipa roxa.

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