terça-feira, 27 de abril de 2010

Quebra-cabeça de Loira

A loira liga para o celular do namorado:

- Amor! Tô com um problema.
- O que houve?
- Eu comprei um quebra-cabeça, mas é muito difícil... As peças não encaixam...
- Meu amor, eu já te ensinei a montar quebra cabeça, né? Primeiro você tem que achar os cantinhos...
- Eu sei, lembrei que você disse isso, mas é que eu não consigo encontrar os cantinhos...
- Ok... Qual é a figura? Deve estar desenhado na caixa... - pergunta o namorado.
- É um tigre... - ela responde apreensiva.
- Se acalma. Tô indo praí.

Ele pega a chave de seu carro e vai para a casa dela. Chegando lá a loira o leva até a cozinha e mostra o quebra-cabeça sobre a mesa. O namorado dá uma olhada, balança a cabeça, chora, esperneia... E após longo e pensativo silêncio diz:
- PUTA QUE PARIU!!! Bota já os 'sucrilhos' de volta na caixa!!!

Conversa entre pai e filho, por volta do ano de 2031, sobre como as mulheres dominaram o mundo.

- Foi assim que tudo aconteceu, meu filho. Elas planejaram o negócio discretamente, para que não notássemos. Primeiro elas pediram igualdade entre os sexos. Os homens, bobos, nem deram muita bola para isso na ocasião. Parecia brincadeira... Pouco a pouco, elas conquistaram cargos estratégicos: Diretoras de Orçamento, Empresárias, Chefes de Gabinete, Gerentes disso ou daquilo...
- E aí, papai?
- Ah, os homens foram ingênuos. Enquanto elas conversavam ao telefone durante horas a fio, eles pensavam que o assunto fosse telenovela... Triste engano... De fato, era a rebelião se expandindo nos inocentes intervalos comerciais. 'Oi querida!', por exemplo, era a senha que identificava as líderes. 'Celulite', eram as células que formavam a organização. Quando queriam se referir aos maridos, diziam 'O regime'.
- E vocês? Não perceberam nada?
- Ficávamos jogando futebol no clube, despreocupados. E o que é pior: continuávamos a ajudá-las quando pediam... Como: carregar malas no aeroporto, consertar torneiras, abrir potes de azeitona, ceder à vez em naufrágios. Essas coisas de homem.
- Aí, veio o golpe mundial?!?
- Sim o golpe. O estopim foi o episódio Hillary-Mônica. Uma farsa... Tudo armado para desmoralizar o homem mais poderoso do mundo. Pegaram-no pelo ponto fraco, coitado. Já lhe contei, né? A esposa e a amante, que na TV posavam de rivais, eram no fundo, cúmplices de uma trama diabólica. Pobre Presidente...
- Como era mesmo o nome dele?
- William, acho. Tinha um apelido, mas esqueci... Desculpe, filho, já faz tanto tempo...
- Tudo bem, papai. Não tem importância. Continue...
- Naquela manhã a Casa Branca apareceu pintada de cor-de-rosa. Era o final que as mulheres do mundo inteiro aguardavam. A rebelião tinha sido vitoriosa! Então elas assumiram o poder em todo o planeta. Aquela famosa tôrre do relógio em Londres, chamava-se Big-Ben, e não Big-Betty, como agora... Só os homens disputavam a Copa do Mundo, sabia? Dia de desfile de moda não era feriado. Essa Secretária Geral da ONU era uma simples cantora. Depois trocou o nome, de Madonna para Mandona...
- Pai, conta mais...
- Bem filho... O resto você já sabe. Instituíram o 'Robô Troca-Pneu', como equipamento obrigatório de todos os carros... A Lei do Já-Prá-Casa, proibindo os homens de tomar cerveja depois do trabalho... E, é claro, a famigerada semana da TPM, uma vez por mês...
- TPM???
- Sim, TPM... A Temporada Provável de Mísseis... É quando elas ficam irritadíssimas e o mundo corre perigo de confronto nuclear...
- Sinto um frio na barriga só de pensar, pai...
- Sssshhh!!! Escutei barulho de carro chegando. Disfarça e continua picando essas batatas...'

segunda-feira, 26 de abril de 2010

É loucura...

Odiar todas as rosas porque uma te espetou...
Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou...
Perder a fé em todas as orações porque numa não foste atendido...
Desistir de todos os esforços porque um deles fracassou...
Condenar todas as amizades porque uma te traiu...
Descrer de todo amor porque um deles te foi infiel...
Jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo....

Espero que na tua caminhada não cometa estas loucuras.
Lembrando que sempre...
Há uma outra chance...
Uma outra amizade...
Um outro amor...
Uma nova força...
É só ser perseverante.
Procurar ser mais feliz a cada dia.

A glória não consiste em jamais cair, mas sim de erguer-se toda vez que for necessário!

Odeio...

Odeio confiar nas pessoas e depois perceber que eram as pessoas erradas para se confiar.
Odeio não conseguir dizer sempre tudo o que eu preciso e quero.
Odeio quando mentem pra mim e odeio ter que mentir.
Odeio pensar mais nos outros do que em mim, por que eu odeio fazer as pessoas sofrerem principalmente quando são as que menos merecem sofrer.
Odeio ser preguiçosa.
Odeio fazer tudo por uma pessoa e depois ver que ela não deu valor a nada daquilo que fiz.
Odeio descontar minha raiva em quem não tem culpa.
Odeio quando alguém fala que vai me ligar e não liga.
Odeio promessas que não são cumpridas.
Odeio me decepcionar com as pessoas e odeio quando decepciono alguém.
Odeio não ter o conselho certo na hora certa.
Odeio não ter todas as respostas.
Odeio amar e não ser correspondida, e odeio não poder corresponder alguém.
Odeio não conseguir dizer não.
Odeio não fazer tudo o que quero na hora que quero por medo, por que eu odeio ter medo.
Odeio assistir um filme bonito e depois parar pra pensar q a vida não é bonita como nos filmes. Odeio conhecer pessoas ruins.
Odeio brincadeiras sem graças.
Odeio não conseguir mudar o q não gosto em mim e odeio querer mudar os outros.
Odeio me sentir sozinha.
Odeio ver falsidade nas pessoas.
Odeio ver as coisas erradas e não poder fazer nada para concertá-las.
Odeio ser enganada.
Odeio me afastar das pessoas que eu amo.
Odeio não conseguir me controlar às vezes.
Odeio sonhar e ver esses sonhos acabarem tão rápido.
Odeio achar todos os dias que eu nunca vou amar e ser amada na mesma medida, e odeio saber que não existe a pessoa perfeita.
Odeio não me achar capaz.
Odeio ser egoísta às vezes.
Odeio ter ciúmes, e odeio fingir que não o tenho.
Odeio saber que as coisas não podem ser como a gente sempre quiz, saber que as pessoas não podem ser como queremos, saber que nada nem ninguém é perfeito, e que principalmente eu estou longe disso.
Odeio assumir um erro e não conseguir consertar.
Odeio não poder voltar atrás em decisões erradas.
Odeio me sentir incapaz de enfrentar problemas.
Odeio me sentir dependente.
Odeio pensar demais no futuro e não viver o presente como deveria ser.
Odeio ter que levantar quando na verdade eu quero passar o dia inteiro deitada.
Odeio me sentir frágil.
Odeio quando sou grossa.
Odeio ser iludida.
Odeio parar pra pensar como minha vida seria agora se eu tivesse tomado outras decisões, e achar que o outro caminho teria sido melhor.
Odeio ser ignorada.
Odeio esperar.
Odeio chorar, por que odeio ficar triste.
Odeio quando não me dão valor.
Odeio quando me julgam sem me conhecer, e odeio às vezes julgar as pessoas; então tente me conhecer antes que eu tentarei fazer o mesmo.
Mas o que eu mais odeio é não conseguir odiar quem merece e, além disso, amá-lo como ele não merece.

O quase...

Ainda pior que a convicção do não, e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu ainda está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, ás vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom Dia” quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance; para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia á dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando; porque embora quem quase morre está vivo, quem quase vive já morreu.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Metamorfose (Os Nonatos)

Uma composição de Os Nonatos, mas prefiro na voz de Vicente Nery.


Me deparei
Por coincidência, com você na rua
Como quem perdeu-se no mundo da lua
Depois de centenas de decepcões
Feito uma ave
Que saiu do bando, que ficou sem ninho
Igual uma rosa que virou espinho
Na metamorfose das desilusões

Nossa conversa
Não passou de um oi? como vai você?
Que além da surpresa não tinha porque
Sorrir no presente da dor do passado
Nos vendo juntos
Deu pra perceber que eu mais feliz estou
Você foi um vento de amor que passou
Não deixou nem marcas pra não ser lembrado

Para os meus olhos
Você não tem mais aquela aparência
Rosto bem cuidado, pele com essência
E o poder nas mãos de me ter aos seus pés
Sua arrogância
Foi pela idade substituida
No diagnóstico feito pela vida
Você em dois anos envelheceu dez

Pouco juízo
Falta de conselhos, muitas vaidades
Dispensando tantas oportunidades
Hoje você vive sozinha e carente
Segunda chance
Depois dessa idade é um presente raro
O mundo não poupa, o tempo cobra caro
Não perdoa juros nem dá prazo a gente